CPMF – Continua ou não?

Postado em August 14th, 2007 por Meison Almeida.
Categorias: Brasil.

Sinceramente é dificil de saber o que é melhor, com ou sem CPMF. Por um lado vemos que o CPMF é um imposto pesado, pois qualquer movimentação que fazemos ele é cobrado (e a bem da verdade é imposto em cima de imposto, pois o dinheiro que movimentamos está sendo utilizado para alguma coisa que com certeza está pagando OUTROS impostos). Eu como cidadão odeio a CPMF, mas por outro lado fico pensando se a CPMF for embora vai diminuir em muito a arrecadação e com certeza o “governo” não vai permitir essa queda do nada, ou vai diminuir a qualidade (ou totalmente) os serviços prestados ou vai tentar arrecadar isso em outro lugar.

Hoje de manhã estava ouvindo a CBN no rádio e haviam dois deputados discutindo sobre a continuidade da CPMF. Embora, por causa do meu bolso, esteja mais pendente para a queda da CPMF, tenho que ser sensato e concordar que o deputado que defende a continuidade da CPMF foi muito mais eloquente que o que defende a saída do imposto. Em resumo o deputado que defende a continuidade, é claro não respondeu algumas questões feitas pelo outro, mas citou que o mesmo partido que criou a CPMF hoje, quer aboli-la justamente porque não está mais no poder e isso é uma forma de queimar ainda mais o atual partido que comanda o governo (sério mesmo tem alguma coisa a mais para queimar?) , disse sobre a utilização desse dinheiro (coisas que eu dúvido um pouco) e perguntou ao outro deputado por um ministério que pudesse ser cortado para “economizar” esse dinheiro.

Em contrapartida o deputado que defente o extermínio da CPMF, que comentou exatamente sobre retirar um ministério para economizar o dinheiro que deixaria de ser arrecadado pela CPMF, disse que há 36 ministérios no governo e que os próprios politícos não sabem o nome dos 36 e o desafiou a falar o nome dos 36 ministérios (em nenhum momento do debate eu ouvi um nome) e disse também em resposta ao motivo que o outro deputado deu (que a CPMF não tem indice de sonegação como os outros impostos) que estes outros impostos que já são cobrados (que poderiam suprir a CPMF) podem muito bem ser cobrados justamente por uma lei de 2001 que permite quebrar o sigilo de contas.

Ou seja, vemos aqui que quem defende a abolição da CPMF tem motivos mais fortes do que quem defende sua continuação, mas mesmo assim para os mais atentos eu comentei que o que defende  sua continuação foi mais eloquente. Isso por sua forma de colocar as palavras, isso mostra que politico tem que ter lábia mesmo.

Agora só nos resta mesmo é saber se realmente esse imposto está ai para ficar ou não. Sinceramente eu acho que não tem mais jeito, mas esperança nós temos.

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  • Prorrogação da CPMF foi aprovada em 1a. instancia
  • Aumento de Impostos – MP (Medida Provisória, ou Merda Permanente?)
  • BRPoint – Blog para Bloggers

  • 3 comentarios.

    jULIO CÉSAR CARDOSO

    Comment on August 17th, 2007.

    CPMF ou não CPMF
    As leis brasileiras precisam ser respeitadas e cumprir os seus objetivos. Quando será que esta República tomará vergonha para trilhar pelos caminhos regulares que levem o país à credibilidade social? Esse “jeitinho brasileiro” de não levar a sério as coisas, em que autoridades políticas e governamentais deixam de observar os compromissos assumidos com a sociedade, não pode continuar. A CPMF foi criada para atender ao combalido sistema público de saúde, e não para fazer caixa do governo. O descumprimento dos objetivos dessa contribuição para formação espúria de receitas públicas, com destinações duvidosas, é uma imoralidade que só não foi questionada pelo STF, como devia, por ser este um órgão que tem a sua independência comprometida por ter os seus ministros indicados pelo presidente da República. E de todo esse episódio, saiu de cena, certamente, muito decepcionado com o jogo sórdido da política brasileira, o médico e professor Adib Jatene, o idealizador da Contribuição, que ao ver o desvirtuamento do tributo, pegou o seu boné e se afastou da vida pública.
    Um país com uma excessiva carga tributária sobre salários (42,5%), só perdendo para a Dinamarca (42,9%), que não dá retorno em serviços públicos de qualidade, que sorrateiramente usa a bandeira da CPMF como tributo social “justo”, porque atinge a todos, mas que em surdina alimenta o superávit primário do governo federal, devia aproveitar este momento, demonstrando sensibilidade social para por fim a CPMF. Mas, pelo rufar dos tambores, tudo indica que a voracidade governamental não vai ceder para deixar de abocanhar R$ 36 bilhões anuais até 2011.
    Se tivéssemos um Congresso Nacional forte, composto na sua maioria por políticos sérios e responsáveis, a prorrogação da CPMF não seria aprovada. Mas como temos um corpo político mais interessado no fisiologismo espúrio do toma lá, dá cá – a barganha escandalosa -, a CPMF virou moeda de troca entre os interesses do governo e de grupos políticos. É lamentável.
    Este país vai de mal a pior em sua credibilidade política. Temos um Congresso inoperante que atua em desarmonia e muito distanciado do povo, porque não representa e nem defende os interesses sociais. Por isso, a necessidade de uma ampla reforma política, com a participação substantiva da sociedade organizada, para modificar esse modelo representativo político falido.
    No Brasil nada se respeita. Recentemente, assistimos aos direitos adquiridos dos servidores públicos aposentados serem violados, com a complacência dos poderes Judiciário e Legislativo, para gáudio do governo federal. Agora, novamente, para atender a interesses do Planalto, o povo assiste à manobra política governamental para burlar o fim da CPMF. É uma vergonha. E ainda tem políticos que ficam melindrados com as críticas recebidas da sociedade.
    Esses oportunistas políticos, que estão mais para cabide de emprego e para defender interesses espúrios, e que vão aprovar, certamente, a prorrogação da CPMF, precisam não esquecer que nas próximas eleições serão cobrados pela sociedade por suas atuações no Congresso contra os interesses sociais.
    Julio César Cardoso/Bacharel em Direito e servidor federal aposentado/Porto Alegre-RS

    João A. da Nóbrega

    Comment on November 29th, 2007.

    Um governo que abocanha 76 impostos e não presta serviços com dignidade à população, não tem o direito de prorrogar a CPMF! E ainda se dar ao disparate de ameaçar senadores e o povo, caso não seja aprovada. O pior é que temos uma oposição fraca e inconsistente, aí o risco de aprovação é grande. Afinal, PSDB e PT são da mesma tinta ideológica! Se não surgir um gênio político para salvar o Brasil, em breve seremos uma grande CUBA! Precisamos urgentemente de uma meia dúzia de Carlos Lacerdas!

    Julio Cardoso

    Comment on July 24th, 2008.

    Políticos oportunistas
    O deputado ACM Neto (DEM-BA), candidato à Prefeitura de Salvador com proposta pretensiosa de interroper o seu mandato na Câmara Federal, é mais um oportunista político dos muitos plasmados nos fornos domésticos de famílias tradicionais políticas, que até hoje só souberam tirar proveito ou se locupletar com as benesses públicas.

    Enquanto isso, a sociedade carente fica a ver navios, sem lenço e documento, passando necessidade, acreditando sempre em promessas vãs de melhores dias, mas continua insistindo equivocadamente em votar nessa corja de pilantras políticos, que pouca coisa faz em benefício dessa gente humilde.

    Tomei como referência o deputado federal baiano, mas o assunto se estende a todos aqueles candidatos com mandatos em curso, que estão tentando pular para prefeituras pelo País afora. Tudo isso ocorre por falta de cultura política do povo brasileiro, que se omite ao não exercer a sua cidadania de exigir do político o cumprimento de mandato.

    Vejam como funciona a indiferente participação do povo em assuntos de magna importância relacionados à moralidade política: o exemplo mais patente está na eleição de candidatos com ficha suja, que continuam a contaminar o Parlamento brasileiro. Poucas são as vozes da sociedade eleitoral que se manifestam para impedir tal ignomínia. Mas não podemos deixar de registrar movimentos positivos moralizadores vindos da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), OAB etc. No plano do tribunal eleitoral, temos que tirar o chapéu à lucidez e responsabilidade demonstrada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, que tentou impedir, já neste pleito que se avizinha, a candidatura de indecorosos cidadãos com laivos de improbidade, mas foi suplantado pela bulha daqueles que preferem ver o País trilhar pelos descaminhos da imoralidade.

    Todos esses parlamentares que hoje se lançam com avidez às glórias do poder para abiscoitar uma cadeira nas diversas prefeituras pelo País afora são uns verdadeiros indecorosos traidores dos mandatos políticos para os quais foram eleitos, pois no momento em que tentam interroper o mandato conferido pelo povo, que deveria ser cumprido até o final, demonstram de forma inequívoca a sua verdadeira índole oportunista, ambiciosa e desrespeitadora para com o eleitor.

    Julio César Cardoso/Bacharel em Direito e servidor federal aposentado/Tel.47-33634184/Balneário Camboriú-SC

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